O que é que é uma distribuição de Linux? Um guia para (espero) qualquer um
A questão central para qualquer iniciante de Linux: "Que distro escolher?". Mas na verdade, raramente é explicada como deve ser qual é que é a diferença entre as várias opções.
Diferença 1: Defaults
Na verdade, uma das coisas mais importantes que uma distribuição faz é vir com um conjunto de software pré-selecionado para o utilizador ter por defeito. Pode-se argumentar que isto é desnecessário/pouco valorizável, uma vez que os utilizadores poderiam ser eles a fazer essa instalação. Mas por vezes (dependendo da distribuição), as configurações dos próprios pacotes pré-incluídos podem ser alteradas do default do programador (ex: apesar de partilharem ambientes de trabalho, muitas distribuições como o Ubuntu fazem alterações estéticas ao aspeto default do ambiente de trabalho).
Diferença 2: Gestor de Pacotes
Primeiro que tudo: um gestor de pacotes simplesmente corresponde a um programa que instala programas e todas as dependências automaticamente. Pensar AppStore, mas com a possibilidade de integrar fontes não oficiais, etc.
As distribuições, em geral, dividem-se em famílias de acordo com o gestor de pacotes utilizado:
- Debian, Ubuntu e outros que usam o apt
- Fedora, Bazzite e outros que usam o rpm
- Arch, Endeavour e outros que usam o pacman
Na verdade, o gestor de pacotes pouco importa, apenas importando se resolve bem conflitos de instalação, etc, sem dramas, algo que quase todas as distribuições modernas já conseguem fazer como deve ser, até porque hoje em dia, gestores que funcionam em várias distros como flatpak começam a dominar o espaço das aplicações usadas no dia a dia.T
Diferença 3: Frequência de atualizações
Pode-se perguntar, "Porque não simplesmente ter todo o software sempre atualizado ao máximo?", o que é uma pergunta legítima. No entando, e especialmente para servidores, introduzir versões novas de software significa arrecadar com o risco de uma incompabilidade acontecer de forma imprevista. Por isso certas distribuições distribuem updates de software de forma mais lenta para precaver contra instabilidade:
- Ubuntu: de acordo com se se está na LTS (Long Term Support- Tem novas versões de 2 em 2 anos durante os quais só há praticamente atualizações de segurança) e a versão normal semestral (tem updates constantes, mas os updates ao ambiente de trabalho e outras ferramentas são de 6 em 6 meses
- Fedora: Atualiza frequentemente kernels e Desktops, com grandes lançamentos a cada 6 meses.
- Arch: Recebe atualizaçoes de forma extraordinariamente frequente